terça-feira, 7 de maio de 2024

Cebola Roxa

 Quantas camadas de apuros e apertos no meu peito nos apertos dos teus abraços hei de seguir contando e cortando e chorando com a acidez da beleza da escolha, da firmeza e por quatro cebolas roxas eu me reencontro no vazio miúdo da miudeza dos seus pedaços entrelaçados nos meus braços um tiquinho do que arde em mim… 

Como poderia eu, dizer? Vou tirando camada por camada dessa minha persona dissimulada pra me encontrar no profundo e desarmado núcleo do amadurecimento. Quero crescer. Quero me despir desse externo de mim e dessas partes de você. 

Mas, por quantas, quantas camadas ainda preciso percorrer ? E como é que me liberto de você? Uma pedra de citrílio, me ajudaria a engolir o que é melhor eu não dizer? 

Ficou um texto sem desfecho, e sabe, não é só você que se frustra por não saber o final, eu também me sinto frustrada. Mas as lágrimas não são por esse motivo, afinal, eu não choraria por isso… as lágrimas são só por causa da cebola roxa, cortada. 

sexta-feira, 19 de abril de 2024

Visão Periférica

 Ao lado, está. Mas sempre em minha frente. E se estiver atrás, ainda mais .  Esteja em diagonal, vertical, horizontal… eu posso ver sempre, sempre no centro dos meus olhos. E se me encontro nos seus olhos, perto, dentro, eu perco a visão periférica. Não existe lado, atrás e adiante ficam tão distantes… distantes demais já não existe baixo ou alto. São céus os seus olhos, eu me centro. 

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Eu me centro? Em um equilíbrio desequilibrado, sempre sei onde você está. E sem te olhar eu consigo te ver. Mas onde eu estou quando de repente você me olha e no universo nada mais existe além de eu e você? 


Eu perco a visão periférica… não é como se fosse algo metafórico, eu perco fisicamente


Tô cansada. Pensei mesmo que isso tudo era uma historinha passada. É um vício emocional uma paixão assim? Pq estou bem, gosto de me sentir no controle dos meus sentimentos, sensações, que seja, mas com você, veja, eu não tenho visão períferica. São só seus olhos, nos meus e eu já não tenho mais controle de mim. Ao passo que estou completamente controlada. Controlada? Sei sei onde você está, mesmo sem te olhar, sem te procurar, você sempre está em minha visão periférica. Só. Sabe, borboleta, voa… vai! Quero te ver livre, liberta meu coração… 

Os meus sentidos, me enganam. 

segunda-feira, 15 de abril de 2024

Minha voz, minha vida…

Meu segredo e minha revelaçãoMinha luz escondidaMinha bússola e minha desorientação
Se o amor escravizaMas é a única libertaçãoMinha voz é precisaVida que não é menos minha que da canção
Por ser feliz, por sofrerPor esperar, eu cantoPra ser feliz, pra sofrerPara esperar eu canto
Meu amor, acrediteQue se pode crescer assim pra nósUma flor sem limiteÉ somente por que eu trago a vida aqui na voz
Meu amor, acrediteQue se pode crescer assim pra nósUma flor sem limiteÉ somente por que eu trago a vida aqui na voz

Eu não enfrentarei o mundo

 A paixão é formidável em qualidade de sobrevivência. E como ela luta pela própria vida a qualquer preço. Eu vejo a paixão crescer dentro de mim mesmo que já estivesse ali quase morta num canto do meu coração. De um pequeno lampejo de esperança, de uma promessa pode até se concretizar em uma próxima vida, essa paixão adormecida despertou, com furor, rasgando de novo meu peito. Mas não, eu não enfrentarei o mundo. Eu viverei feliz e conformada com meu destino. Amor ao fado. Desse amor que tudo sofre, crê, espera e suporta. Amor que o Orixá disse: só é bom se doer. 

sexta-feira, 12 de abril de 2024

Soluço

 E ainda dá tempo Co Me Çar?

“Queria aquela porção de desencanto... do mesmo tanto que me trouxe até aqui...”

E ela me disse que sou uma das mulheres mais LINDAS que ela já conheceu. Não é sobre beleza, é sobre estrutura. E esse comentário, aparentemente inofensivo me estruturou e desestruturou. Novamente, me questiono sobre o lugar onde estou, soluçando por que o ar entrou errado. Daquele mesmo grito calado de amor e de dor. Eu soluço. Um susto, um respiração, uma pausa. 

Queria te amar, menina. Queria respirar. Sei que impróprio pra esse momento da minha existência. E eu não enfrentarei o mundo. Você é uma fada e dançará ao som dos seus próprios sonhos… e eu, bem eu queria mesmo, aquela porção de desencanto... do mesmo tanto que me trouxe até aqui... 

sábado, 30 de março de 2024

É uma loucura

 Eu sempre tive a impressão de que iria terminar o resto da minha vida em um manicômio. Não uma velhinha louca, mas um louca biruta e desvairara em seu pleno meio século. Em meados de suas faculdades mentais, em plena sobriedade mas completamente incompreendida. Hoje eu sei que não vou ter esse fim. Tenho me ajustado a esse mundo que na verdade, parece muito louco pra mim. Tenho ficado sóbria num espaço de tempo em que as pessoas são ébrias e totalmente insólitas. 

Eu me participo de mim e vejo essa coisa doida acontecer ao meu redor… essa coisa doída, eu vejo. E procuro na loucura a sobriedade, ainda que imersa em algumas taças de vinho eu me lembro, de cada detalhe que se repete, em cada nova experiência, em todo momento em contato com os anjos… eu me lembro… e não assim melancolicamente, mas assim, melancolicamente eu me lembro.  


“Santo anjo do Senhor, meu zeloso guardador; se a ti Deus confiou sua piedade divida, sempre me guarda, me rege, me proteje, me ilumina. Amém!” 

segunda-feira, 25 de março de 2024

Apego

É que eu não queria começar essa frase dizendo que é muito difícil, ou desafiador ou minha batalha… não… mas como eu estou tentando fazer isso novamente, vamos lá. Estive no pelourinho hoje e eu amo muito aquele lugar. Eu realmente me identifico como se fosse uma parte de mim. Em algum lugar muito profundo que não é possível explicar. Mas, essa profundidade sou eu? É mesmo profundo ou apenas intenso e viceral como qualquer matéria? É uma ligação de alma firmada pelos deuses que jamais poderia se quebrar, ou só uma questão de preenchimento do vazio que me ronda? Ah sim, depois de tantos séculos que tenho vivido de plenitude filosófica eu ainda me encontro com questões, é claro. Não fosse assim, provável que eu já não tivesse mais aqui. Porém, ainda tenho problemas com o tempo e também com o Tempo… esse é um daqueles momentos que me sinto feliz e triste. Daqueles que ninguém nunca vai conseguir entender por que eu não tenho meios de expressar. Mas tenho conseguido compreender o quanto cada um é um grande e misterioso universo. Que quanto mais eu penso que conheço, mais percebo que há muito muito o que desvendar. Ainda mais que existem muitas mudanças, e nunca na natureza algo será como se fosse igual. É igual, na aparência; talvez... Mas completamente diferente na essência. 

Tô chata demais hoje, um pouco pra baixo com tantos contrastes e desilusões. Hoje me senti sozinha. Como se não pudesse me conectar, como se estivesse em outra dimensão… penso que pode ser o outono, essa boa e velha estação. A minha preferida. Por que fala da morte, traduz, interpreta e aproxima. E você sabe, querido leitor ninguém, que a morte sempre foi atraente pra mim. Mas hoje eu entendo que morte minha alma sempre buscou - a morte do ego. 

Morte significa um despojar-se de tudo o que não é você. O segredo da vida é “morrer antes que você morra” - e descobrir que não existe morte. (E. Tolle) 

Poderia terminar esse texto aqui mas vou deixar duas mensagens pra mim: 

1. Que bom que escrevi! Estava com saudade de fazer isso, é essencial pra minha experiência de existir. 

2. Retira-te para dentro de ti mesmo sobretudo, quando necessitares de companhia. 

sexta-feira, 22 de março de 2024

Isolamento social

 Culpa por não ter interesse nas personalidades. Não ter interesse em interagir e me relacionar socialmente. Não querer. Culpa. 

Eu gostaria de não me sentir culpada. Gostaria de não sentir nada. Simplesmente por ser quem sou e estar como estou agora. Preciso de um tempo social. Estou cansada. 

Plano B

 



Coloquei um titulo e não escrevi. eu tenho muitas saudades dos meu momentos de escrever... eu tinha tantas indagações e tantas questões. não achava que alguém fosse capaz de me compreender. e na verdade, ninguém era. Hoje eu encontrei respostas. venho encontrando verdades, caminho difícil, caminho sereno, caminho libertador. 

Eu as vezes custo acreditar que meus sonhos estão se tornando reais. venho sentindo paz. tenho sentido paz. tenho vivido a vida e como sempre sonhei, tenho aprendido e vivido o presente. isso é um presente. Somente os tolos se deixam aprisionar pelo tempo e pelo espaço. 

Um dia eu disse a mim mesma: Encontrarei a liberdade em Salvador. E hoje eu afirmo que estou livre em Salvador!!!


sexta-feira, 6 de outubro de 2023

Temperança

 

"O que acontece com nossa visão quando vemos um arco-íris é, obviamente, a refração, que ocorre sempre que a visão encontra uma nuvem levemente úmida, mas suave e moderadamente espessa e tem contato com o sol por refração. Ver o brilho dessa maneira produz em nós a ilusão de que a coisa que vemos está na nuvem. Ora, o artifício erótico e sofisma aplicado às almas nobres que amam a beleza é do mesmo tipo: refrata suas memórias dos fenômenos deste mundo, que são chamados de belos, para a beleza maravilhosa desse outro mundo, essa entidade divina e abençoada que é o verdadeiro objeto de amor."

quarta-feira, 4 de outubro de 2023

Eu publiquei meus rascunhos!

 Amo o fato de viver. Essa vida contínua e constante. Viver a vida!

Aceitar os fatos sem brigar com eles é viver. Bom, algum fatos são um tanto relativos. eles dependem da minha atenção da atenção que dou a eles, eles dependem, da intenção. 

Os fatos são de fato, fatídicos e por que não, suicídios. Quando você mata e enterra com flores a sua antiga versão, pra representar nessa mesma edição de vida uma nova criatura nascida sem passado, sem memória e sem história. 

A minha taça de sangue real e um gnomo ocidental, e eu... com meus pensamentos em algum lugar da Terra... na Bahia... com uma pincelada de caos da cidade baixa mas, fixo e convicto de estar na cidade alta!Ah, não é por sensação, não é sensorial. É territorial, é convicção!

Antes eu brigava comigo, antes de que? Antes de me conhecer... eu preciso de mim para viver! de fato, e, para cada fato, eu preciso ser, para só depois Ser. 



A D. Luzia

 Olá, eu escrevo para contar noticias minhas, mas na verdade queria mesmo é saber como a senhora está... Em que plano se movimenta, se pelo vento ou por caminhos que inventa... É, querida avó, que em outra vida eu chamava de mãe, a senhora não acreditaria nas coisas aqui desse mundo hoje em dia... A tecnologia tem crescido e tomando uma proporção tamanha que as pessoas já andam mecanizadas em aparelhos que controlam seus passos, seus sonos e seus sabores. Já não há mais espaço para olhar o céu, respirar. Tudo fica condicionado a tela do celular e as relações sobrevivem disso. Eu não consigo acompanhar, me perdi no que estava dizendo, isso fui pegar o celular... É minha avó, a senhora não conseguiria mesmo acreditar... quase não se usa mais dinheiro de papel ou moedas, agora temos bancos digitais. Há um dígito que tenho em mim, as suas mãos de bênçãos...

Olha pro céu, meu amor...

O fim?

 Eu já pensei tanto na morte, que nem sei o quanto... Já quis tanto vê-la de perto e acaricia-la como se a morte me chamasse a cada passo da minha vida. 

Mas hoje, hoje é o dia da sua morte. E me transbordam as lágrimas por que me dói sim... mas, é melhor pensa-la com leveza; como se cada palavra tua, seja em artigos em vídeos ou em verbalização dos teus discípulos mais próximos não fossem fazer extrema falta. As tuas palavras, o teu exemplo, a tua vida, a tua morte; tudo em ti Senhora, leva-me a sonhar e lutar para realizar um mundo novo e melhor. 

Deixastes o Hades antes da primavera, e foste florir como flor de lótus, atravessando com doçura, pureza e cordura, esse mundo louco e sujo. Foste ao Jardim de Perserfone. E por estar coroada de flores eu a comtemplo, como a mais bela das primaveras vinda antes do tempo, por que és amiga de Kairos e jamais poderia perder a oportunidade de juntar-se aos seres mais elevados, para brilhar e continuar, a nos guiar como estrela, com tua luz, com teu amor. 

A morte, Senhora, nunca foi o fim. Obrigada por renascer hoje e sempre dentro de mim! 

A senhora Délia Steinberg Guzman: Presente! 

Émile Penha

terça-feira, 3 de outubro de 2023

segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

O Segundo Sol

 Queria poder ergue-la ate o ar. O mais alto ar e despi-la. Eu iria vê-la voar, e bailar com o vento nos ritmos que eu invento. Queria ama-la mais do que aguento. 

Eu nem quero escrever essa rima toda. Me sinto num limbo, e como estivesse num purgatório para subir então aos céus ou direto ao inferno. É assim que eu estou agora... um tanto aqui dentro e um pouco lá fora. 

Então foi sobre isso o sonho de toda a vida? Era isso? Ou meu ideal se elevou, ou eu encerro nesse "amor" toda a idealização da perfeição e vivo o defeito de tentar sempre de algum jeito fazer um céu dessa relação. 

quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

E sabe, esse foi o ano do tempo

É inacreditável a forma como o tempo forma os dias... e prece muito aleatório estar aqui escrevendo na madrugada, como fazia há tempos quase que como esperando a resposta do tempo... 

hoje, ele me responde, envolta com minhas escritas de 15 anos atrás... lembrando nitidamente dos meus 15 anos, da música que decidi marcar aquele aniversário... do significado de tudo que há tempo em minha existência. E assim, percebendo que cada vez que escrevo não sou eu só, mas minha alma e sua sede insaciável de viver. 

E é tão feliz, estar aqui, e ter ouvido todo o som que me fez escrever... o som de outras existências numa mesma vida, o som de muitas memorias... Uma dor que dói com toda razão de ser. 

Que bom que sobrevivi... que bom que estou aqui pra contar pra você, que nunca vai ler... eu não tenho leitores e isso é tão bacana. por que escrevo sem julgamentos, mas com sentimento do coração que me manda fazer... é sempre sobre amor! sobre o tempo, sobre Deus! 

O amor prevalece

 Quero falar de um presente estranho... que eu sempre sonhei, e que espero a anos. 

Não mais que de repente, materializa-se na minha frente a doce perfeição do engano... Mas eu me lanço! sem barreiras ou fronteiras, ela é a concretização de um plano! E ando paradoxal nos últimos encantos. 

Me abraça , me beija, me chama de meu amor e de onde é que diabos eu tiro tanta dor? Um sofrimento sem causa, sem arruaça. Ela é uma perfeição mas, não manda no meu coração... 

Talvez sua meninice ou minha madurez, eu inventei essa palavra pra rimar com a sensatez de não me deixar apaixonar assim, perdidamente. Mas tendo o controle da minha mente, posso ama-la a cada dia, na grande viagem da minha tristeza, encontros lindos com a alegria, de viver do lado de um ser humano iluminado cuja bondade é a maior que a minha agonia. 

Eu tenho sorte, eu sei. Mas eu quero ir pra casa. 




sábado, 19 de novembro de 2022

Quando é de manhã

 



Adorava ver o sol indo embora... o rastro de luz deixado nas nuvens, colorindo o céu e tudo que seus raios iluminados tocam na terra... Eu adorava ver o sol se por e deixar para trás um longo dia adentrando na profundidade de si mesmo... Adorava, como fosse outra vida, outra história, outra palavra... Em devoção, nessa existência, começo a ver o sol nascer... Nasce em música, com o canto dos pássaros... Nasce sereno, e todas as luzes mecânicas e artificiais se apagam diante da lei da natureza de energia e vida... Tanta luz, apaga aos poucos sua própria sombra na lua, clareia as emoções, enche de esperança um dia que sonha e desperta ao nascer... E enxergar em mim, a força do astro maior, amanhecer. Enxergar nos olhos abertos que encontro pelo caminho, o meu coração, o centro do meu próprio ser... 

quarta-feira, 9 de novembro de 2022

Como 2 e 2

 



Foi a primeira vez que ela veio aqui. E eu a recebi em casa... Ela é uma casa. E as paredes dos sorrisos, as janelas do olhar, as cortinas dos cabelos e as portas do falar... 

A primeira coisa que ela fez foi pegar o violão, ela tocou uma canção... dessas de Gal que enchem a gente de coração. E não é pela rima que eu segurei a emoção. (Nossa! kkkk)

Dentro da minha casa, o cheiro, o toque a sensação... Falando de assuntos atemporais e cotidianos de um jeito tão fluido que um não se separava do outro, e dentre tantos parênteses, unimos um pouco mais o sonho, o laço, os móveis, os pratos, a casa...  

Vênus estampava sua camisa, e eu relatando casa, em cada momento como se em algum momento eu fosse me esquecer de tudo isso... Não se esquece o amor... 

Bom, agora que ela já sabe um monte de bibelôs, toalhas cadeiras pratos e travesseiros, já me sinto um pouco mais organizada por dentro... embora, muito embora ela não saiba que tudo está certo como dois e dois são cinco. Queria aquela porção de desencanto... do mesmo tanto que me trouxe até aqui... 

E quanta coisa tão importante aconteceu, e eu nem escrevi... o que é que eu posso fazer agora? Continuar com o plano purificação.