sexta-feira, 24 de julho de 2026

Das músicas da meia noite

 Nem visão periférica, nem me perder nos detalhes dos seus olhos. Nem longos e silenciosos abraços, nem o toque suave dos dedos se entrelaçando…

Nem sei por que de repente escreverei o que não escreverei. 

A onda vem, e volta na maré dos mares… e foi assim, como ver o mar. Continuo a te amar e seguirei. 

Ainda que um amor integrado, íntegro… amor inteiro e escalado pra viver sempre num pano de fundo sagrado… onde a folha o papel tenham sempre os mesmos significados… mas, sempre,  signifiquem  sentimentos  diferentes. 

Meu amor. Deixo você ir… 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Mais Além

 A sua voz não entra pelo meu ouvido… ela entra por minha boca e desce rasgando minha garganta, abrindo meu peito e toma conta do meu coração. 

Te ouvir falar me dá palpitação! 

Daqueles palpites de música, das tantas aventuras e de alguma solução. 

Sua voz é minha vida inteira ali, em uma entonação… como as ondas que vão, como as ondas que vem… só te ouvir falar, é como ouvir uma canção… a sua voz é mais além.

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

Eu só quero que você siga…

 Eu cheguei querendo muito não te ver, pelo menos,

Não te ver de perto… fui ao banheiro, percebi que você estava lá também… eu abri a porta, te vi, fechei a porta e esperei. Espero você sair. Mas foi pouco tempo que esperei… quando abri, estava eu e você, e mais ninguém… 

Elogio? Afirmações? E um, daqueles abraços que só eu entendo… era eu e você ali… tudo o que eu não queria ver acontecer: pausa, silêncio, sentimento.

Eu realmente, realmente… realmente não esperava nada disso de hoje, eu esperava tudo ao contrário. Mas você estava mais do que dentro de mim, estava em mim mais do que nunca esperava. E, pega de surpresa, entrelacei meus dedos em suas mãos, olhei sim nos seus olhos com afeição, peguei pela cintura e… faltou berço… pra abrigar um amor nascente… nascente da eternidade ✨ não sei menina, até quando isso vai durar 

Como o tempo vai e o vento vem…

 Eu fechei porta, logo assim que te vi passar… fugindo de você como um passarinho foge do ninho… fugindo de você, como quem sabe que vai te encontrar… nos sonhos, nas historias, de morrer com você… de Romeu e Julieta, de Tristão e Isolda? 

Em outras vidas? Nas tantas vidas que essa vida trás… eu me programei hoje pra uma noite distante, sozinha. Mas você estava lá, na minha… e eu me vi responsável, por te fazer brilhar! O palco é seu, e eu, sou sua maior fã. 

Mas, dentro do seu abraço, inesperado, inacabado, eterno… e de cada detalhe programado, pra ser o que tinha que ser… o brilho nos olhos, a presença. 


Aonde for não quero dor, eu tomo conta de você, mas te quero livre também… 

domingo, 28 de setembro de 2025

Setembro A-final

 Tem tantas coisas que eu queria escrever, que eu deveria escrever.  Ando me sentido presa, com medo. Feliz e triste, animada e desanimada. Com muita vontade de viver e também de não. 

Medo. E coragem… É bom setembro, queria que que todo ano fosse setembro… flores em primavera, vida florescendo. Flores desabrochando, todo universo acontecendo…

E aquela antiga paixão, que ressuscita a cada São João, amor que nunca vi morrendo. É como se fosse então esse o tema da vida que venho vivendo, mas não. Continuo sonhando e morrendo.

QUARENTA anos de melancolia. De ver o que ninguém é capaz de ver e jamais conseguir me fazer entender. Anos quarenta… quarenta. Número pesado? Ou so súper estimado? 

Eu quero morrer, ainda como sempre quis, mas não vou tentar nada contra mim… DA LUTA NÃO ME RETIRO! Vou ficar bem viva ate o fim dessa vida! Haverá muita vida em mim. E viverei vivendo o amor que mereço, que preciso pra seguir com essa coragem assim. 

Quero dizer dessa noite de domingo de setembro, obrigada, dengo! Obrigada VÊNUS 🌞✨💙

sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Casa

 Não tem algo de romântico pra dizer?

Eu ficaria nesse abraço pra sempre.

Forte e tão tão tão sereno. Tão pequeno e tão tão tão grande! Eu ficaria nesse abraço pra sempre. Sentindo seu coração quietinho… batendo, e tudo mais que você emana me envolvendo em uma canga, pés na água, o sol tocando e o vento do mar… eu morreria ali te abraçando, pra em outra breve vida te encontrar, e te reencontrar. E renascer em mim pra continuar e continuar a te abraçar pra sempre, pra todos os “sempres” 

Eu ficaria nesse abraço pra sempre. Pra ouvir sua voz me falar ecoando em minha mente, que ficaria nesse abraço pra sempre 

Nada romântico pra dizer. Das casas, das causas… que demoramos demais pra nos reconhecer. Mas é bom saber, que sabemos. 


sábado, 2 de agosto de 2025

Almanaque

 Pra onde vai o meu amor, quando o amor acaba?

No segundo dia, ela chega feliz, no mês do tempo silenciando o suor que escorre por meu corpo no complexo exercício de controlar a sensação de amor. Aquela que tinha se acabado no mês passado e como quem nunca foi, voltou. 

 Pra onde vai o meu amor, quando o amor acaba?

O único, uníssono, valente! Amor de Alma. Pra onde vai? 

quarta-feira, 2 de julho de 2025

Tira ela de mim

 Eu sempre tive uma queda pela dualidade. Desde de minha adolescência, as voltas com duos de amores estranhos... Esse mês de junho, depois de três anos, foi marcado pela sobriedade. E eu me vi livre de uma amarra emocional. paixão pela qual eu cultivava por hábito. 

Posso afirmar, límpida e claramente, que o amor é só um! Que o amor é uníssono. 

Eu a aceitei, integrei e a libertei. O amor é único, o amor é um, o amor é só um.

sexta-feira, 2 de maio de 2025

E eu fico comovido de lembrar o tempo, e o som...

 E no primeiro dia, caminhava, corria e sentia o cheiro da flor, do jasmim, e falava de dor, e sorria mesmo assim.

No primeiro dia, e o primeiro mergulho, em outro mundo infinito verde mar azul, e o arco-íris do final e afinal sobre rodas e um o céu nublado da estação com folhas secas que enfeitam e arrumam o chão para que que eu consiga ficar aqui na terra, e não flutuar com o contar de tantos abraços nos braços, pernas cabelos sal e canto da boca... pra não voar no olhar de pérola castanha tão cheia de expressão. 

Escolhi essa música pra trilhar o segundo dia, com a taça de vinho que em meus melhores sonhos eu não beberia, o incenso, o céu cinza e vontade de assimilar a busca pela sabedoria e o presente que veio me entregar. 

Busca, no primeiro dia mudar. Busca no segundo dia, ficar. 

domingo, 27 de abril de 2025

Outono


 As tardes de outono tem um misto de cores muito especial... Gosto de sentir a brisa que já não é tão quente como no verão, e nem tão gelada como no inverno... Não que aqui, nesse estado, seja assim, tão perceptível a mudança da estação... Mas, é fácil perceber, se a gente coloca um pouquinho de presença, se a gente sente com atenção. 

Meu coração foi se embora hoje, e olha, eu nem  sou muito de falar dela não... Mas bastou essa distância geográfica que começou a doer, e quando dói, eu escrevo pra mim mesma, que é um jeito de me acolher... Ela se foi e eu queria escrever um reflexivo e longo texto falando sobre apego, mas, por fim, tudo que saiu foram palavras suaves de outono. Pensei em escrever sobre o amor ou o costume. A carência e o medo da solidão... mas, se algo pode ser mais acalanto do que o calor do verão que passou são os ventos que passeiam e me tocam, tranquilamente, nessa tarde de outono.

  - A ausência dela me faz presente em minha própria estação... E eu as sinto dentro de mim; ausência e presença. 

Não é apego. Não é medo... medo de solidão. É uma genuína admiração! Assim sentada assistindo o entardecer... e o brilho das estrelas que vão surgindo, uma a uma no céu... eu a amo, ela é como uma verdadeira paisagem outonal. Cheia de cores especiais e uma ventania serena, e um cheiro doce. Como folhas coloridas que sonhei, e o colorido que apenas o Sol do outono sabe fazer nas nuvens das tardes... ela sabe se fazer amar. É o amor das minha vida inteira. 

sexta-feira, 18 de abril de 2025

Eu esqueci

 Sobre as mil coisas que não quero lembrar, e vou dormir 

domingo, 30 de março de 2025

Inglês

 Me constrange.

do que se origina a palavra... me aperta, me sujeita e comanda...

então estou me deixando conduzir; te conduzindo nos passos da minha dança, abraço o teu abraço...

Eu briguei com a arte, briguei com o canto, briguei com a dança e briguei com a poesia... Mas a tua arte me aperta, me deixa constrangida... na raiz da palavra me envolve, em mim, avança.

Descrever  as cenas que eu não imaginaria, por escolha eu não imaginaria. Mas a recordação é difícil de evitar... - Linda, sério! 

Sangue na mão, gelo pras mãos, pano de chão? 

Eu sinto o presente! me sinto presa... Mas não tenho pressa.. Quero que essa vida aconteça. que essa voz dentro do meu peito floresça.

P
ra que eu fale tuas palavras em outra língua, pra você entender tudo que não consigo dizer. Love you.

sexta-feira, 28 de março de 2025

Meus textos das madrugadas

E eu, me incomodo de tanto eu... costumava escrever de madrugada... costumava contar sobre a vida, na estrada...

minha amiga Dendê em câncer... poderia ser um signo, mas inesperadamente... e eu não estou indiferente. só um pouco ausente, ausente do mundo e das companhias por que tenho sentido medo. Medo de todo esse processo de força viva e dessa coisa misteriosa que sempre sonhei em estar... medo de não ter essa força essa vida. O que era Rei foi embora, cheia de "isso não faz mais sentido" mas que sentido não faria mais depois de quase quarenta anos? que sentido não faria mais se um Leão ainda descompassa o ritmo do meu coração enquanto das Oliveiras eu recebo o melhor e mais doce dos azeites... da cura do amor.

Sem falar de Luna, a flor... da lua, que não vejo há mil noites e toda essa falta que o mar me faz... toda essa saudade do mar  que vejo na minha sacada. 

Se falar das coisas que não posso chamar de minhas, e das que posso: os meus medos, e os meus egoísmos a minhas mais antigas lembranças. Algumas taças de vinho depois de um dia tão especial e eu escrevendo banalidades de persona estranha que sempre fui... dessas que tem arte e que não encontra meios de explicar a não ser expressar...de ser só... persona também faz parte do meu alimento! alimento de alma, que quer por quer voar; mais alto do que todas as alturas, bailar com o céu, deixar de acreditar e passar a viver! a viver!

Eu estou aqui me dando a chance de escrever depois de tanto tempo, o TEMPO está sempre me cercando... mas eu estou a cerca dele também... sempre.


sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

Apego

 A gente se apega a cada coisa… 

A roupa que veste o caminho que faz, a cor dos domingos o olhar para traz 

Olhar para traz com apego, que a gente tem das estradas das pessoas, dos lugares, das xícaras, do jeito que fazemos a comida, do barulho que a onda do mar faz. 

A gente se apega a cada coisa, como se fossem parte de nós.

A gente se apega aos lençóis… apegados a tudo mas não temos nada, com tantas pessoas, mas sempre sozinhos, nessa vida apegada. 

Dela, não vamos levar nada. A não ser as memórias dos apegos, que voltaremos sedentos pra encontrar…

Quero olhar melhor sobre o que ou quem devo me apegar. Pelo que quero procurar quando voltar, o que realmente faz parte de mim, e o que eu devo deixar passar 

quinta-feira, 28 de novembro de 2024

Casa Luz

 Eu amava uma menina. Diante de uma cultura cristã onde amar uma menina era pecado digno de arder no fogo do inferno, eu a queria... na chuva que deus derramava e em cada palavra, em cada movimento da dança dela, daquela aquarela de arco-íris após a chuva derramada por deus. Derramada por deus, foi minha Luna... Terrier, da terra, da companhia... Um pequeno animal de estimação sonhado, querido, desejado ganhado, socorrido, adquirido. Pequena grande forte. Atitude de guarda, de curandeira, aventureira. Luna. As coincidências são de fato, coincidências. Mas como eu começaria falar da minha Luna? Um texto cheio de expressão entalado na minha garganta triste. Triste de ausência, de culpa, de um monte de não era isso que eu queria... Parafraseando Elisa Lucinda. Eu comecei falando de Luna, a dançarina por que, não foi por causa dela o nome escolhido pra minha Yorkshire Terrier, Mas Luna, a dançarina me remete a um hábito de pensar em Jesus. Jesus... Eu nem tenho como falar desse nome agora. Já que hoje estou falando de nomes... Ainda bem que estou em Salvador, (não Ironicamente, um dos nomes de Jesus) onde eu sempre senti que deveria estar. Por que só em Salvador, Posso unir Jesus e Orixá, e por isso, Minha Luna, tão sincera no olhar, tão terna, foi entregue ao mar, de dona Iemanjá... Água...  e me faz recordar todos os sentimentos genuínos e virtudes que os nomes podem expressar. Casa Luz, Casa Clara, minha luz, Luna Jesus, Iemanjá, Casa Luz. 


terça-feira, 19 de novembro de 2024

Todas as Coisas

 A morte e um texto que não escrevi... 

Eu penso tanto em você... O que será que pensa? Quando? Por que?

De tantas perguntas uma eu hoje sei me responder: Fui precipitada ao deixar minha casa, meu lar para viver um romance lindo cheio de carinho e afeto... 

Todas as coisas que eu poderia escrever. 

quarta-feira, 16 de outubro de 2024

Qualquer dia amigo…

 Eu volto a te encontrar, qualquer dia amigo a gente vai se encontrar ♥️✨💫

sábado, 14 de setembro de 2024

Já não imagina quantos anos tem…

 15 de setembro mais uma vez. E eu me entrego as perguntas e as reportas dessa vida que me fez buscadora e encontradora de mim. Me olho no espelho e me vejo mais já. Vez me preguntado quem sou e me respondendo especialmente quem eu não quero ser. Me desligo do que pensei que era pra me tornar quem sou. Quem sou eu? Cada vez mais, quem sou eu! 

Do Amor

 O amor nada dá senão de si próprio

E nada recebe senão de si próprio.
O amor não possui, nem se deixa possuir.
Porque o amor basta-se a si mesmo.
Quando um de vós ama, que não diga:
"Deus está no meu coração",
Mas que diga antes:
"Eu estou no coração de Deus".

Kallil Gibran 

quarta-feira, 11 de setembro de 2024

Setembro

 Eu lembro… dos filmes, da sensações, dos apegos… da “tradições” escrever em todo setembro, era cada dia ímpar ou todo dia Par? Setembro outrora em um computador e agora,  na palma da mão, no celular.,. Os dedos e as vistas doem. Me cansa. 

Más amores extraños ainda restam… restam e perduram as necessidades de sabedoria e liberdade. Mas ainda restam e perduram as bizarrices. 

As vezes, eu canso.