Eu amava uma menina. Diante de uma cultura cristã onde amar uma menina era pecado digno de arder no fogo do inferno, eu a queria... na chuva que deus derramava e em cada palavra, em cada movimento da dança dela, daquela aquarela de arco-íris após a chuva derramada por deus. Derramada por deus, foi minha Luna... Terrier, da terra, da companhia... Um pequeno animal de estimação sonhado, querido, desejado ganhado, socorrido, adquirido. Pequena grande forte. Atitude de guarda, de curandeira, aventureira. Luna. As coincidências são de fato, coincidências. Mas como eu começaria falar da minha Luna? Um texto cheio de expressão entalado na minha garganta triste. Triste de ausência, de culpa, de um monte de não era isso que eu queria... Parafraseando Elisa Lucinda. Eu comecei falando de Luna, a dançarina por que, não foi por causa dela o nome escolhido pra minha Yorkshire Terrier, Mas Luna, a dançarina me remete a um hábito de pensar em Jesus. Jesus... Eu nem tenho como falar desse nome agora. Já que hoje estou falando de nomes... Ainda bem que estou em Salvador, (não Ironicamente, um dos nomes de Jesus) onde eu sempre senti que deveria estar. Por que só em Salvador, Posso unir Jesus e Orixá, e por isso, Minha Luna, tão sincera no olhar, tão terna, foi entregue ao mar, de dona Iemanjá... Água... e me faz recordar todos os sentimentos genuínos e virtudes que os nomes podem expressar. Casa Luz, Casa Clara, minha luz, Luna Jesus, Iemanjá, Casa Luz.
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